Longe de usar um falso moralismo, mas lembrando bem uma fala do presidente Lula - em episódio evolvendo sociedade e igreja - ao apontar que "a sociedade é hipócrita...", atrevo-me neste blog... A aspa me veio a memória quando não resisti e assisti (versão ilegal e inacabada, lógico!) ao filme Tropa de Elite, do cineasta José Padilha. "Quem matou? Quem matou ele, quem? pergunta a base de tapas, o capitão Nascimento (personagem de Wagner Moura) a um estudante, numa boca de fumo, após um tiro oriundo de sua tropa tirar a vida de um menino envolvido no tráfico. QUE DIRÁ da indagação que tenta levar à reflexão não só o personagem, mas todos os espectadores, sobre os verdadeiros assassinos. Ou seja, consumidores que indiretamente financiam o comércio ilegal de drogas, em nome do prazer egoísta de mais um "tapinha".
QUE DIRÁ da abordagem de Padilha, que talvez tenha sido um estudante de classe média carioca, ao mostrar que muita das vezes a motivação desses jovens em ação social é incoerente, a medida que sobem no morro com dupla ambição?
QUE DIRÁ da aparência que a prática desse bem prestado, não soa mais que desencargo de consciência?
QUE DIRÁ de vários colegas - que tive e tenho - que me chamam de careta. E da sensação que estes em mim geram por nunca sentir vontade ou curiosidade de experimentar apenas um traginho? Estes também - embora alimente grande estima - se enquadram no perfil dos amigos de Maria( personamgem de Fernanda Machado).
QUE DIRÁ da excelente produção nacional do cineasta, que com certeza também vai pegar você...